Quem sou e quem quero ser?
Quem sou? Sou o que faço a cada novo segundo ou vivo daquilo que fui? Sou o que escolho ou o que os outros escolhem para mim? Sou uma sonhadora ou sou uma realizadora? Sou parte de um todo ou um todo de alguma parte? Sou o que as pessoas pensam ou sou quem não se importa muito com o que as pessoas pensam? Sou o que querem que eu seja ou o que quero ser? Sou a imitação de alguém ou me baseio em algo ou alguém para criar quem sou? Sou o que meu signo sugere? Sou o que a numerologia diz? Sou a fofoca de alguém? Sou algo ou sou alguém? Sou mutante ou relutante? Sou o que tenho ou o que sou? Sou ou estou? Sou uma mulher ou mulher de alguém? Sou vítima e coitadinha ou supero os desafios? Sou uma caçadora de justificativas ou aprendo com as falhas? Sou uma “espalha boatos” ou ouvinte dos fatos? Talvez sejamos tudo isso, ao mesmo tempo. Mas em algum momento, quando esta vida se for, você não será mais nada do que pensa ser. Você não será torcedor nem jogador de nada, assim como não será vencedor nem perdedor.
Aliás, terá brigado muito por falsas vitórias. Seu corpo será pó e o vento que o levar trará apenas uma pergunta: Fui o melhor que pude ser? Quem quero ser? Quero ser mais educada ou continuar rude? Quero ser famosa para ser honrada? Quero ser reconhecida para não me sentir tão pequena? Quero ser brava para ser forte? Quero me tornar rainha, mesmo que de um lamaçal? Quero ser alguém porque me sinto ninguém? Quero ser algo ou ser alguém? O que é ser alguém? Quero ser segura ou continuar ciumenta?Quero ser melhor que os outros ou melhor do que sou? Quero ser sincera ou continuar mentindo só para agradar? Quero ser rica para ser feliz ou rica e feliz? Posso me inventar? Posso criar em mim o que penso que seja o melhor que posso ser? Podemos ser o que quisermos. Mesmo negando, esta é uma verdade incidente e geral.
Nossa criação, nossa sociedade e as pessoas podem nos ter inventado até agora. Mas é hora de nós mesmos sermos nossos próprios inventores.
Mude as peças. Entorte os parafusos ou perca alguns, mas invente-se. Seja-se. Crie-se. Lave-se. Mude-se. Mova-se. Erga-se. Renove-se. Perca-se em si mas encontre-se. Não seja fruto, produza. Sua religião, sua crença, sua fé, suas vontades, seus olhares, suas palavras, sua língua, seu time, sua vocação e suas escolhas possuem algum sentido ou são meras aceitações? Aceitou ser algo ou escolheu ser quem é?
Hora de inventar-se, reinventar-se e perguntar-se: Quem sou e quem quero ser?
Pode ser que sua vida esteja sem sentido e você só perceba isso quando sentir que não a possui mais.
Repare que antes de você ter a certeza de ser o dono das melhores escolhas e crenças que pôde ter até agora, alguém as pode ter lhe mostrado ou dito. São mesmo suas? São mesmo as melhores? Sua religião é a melhor e a mais verdadeira do mundo inteiro? Seu time é o melhor?
Você é o exemplo máximo a ser seguido? Quem disse? Quem prova? Suas palavras são as mais verdadeiras do mundo? Você ensina seu filho a pensar ou a pensar como você? Busque um sentido para cada escolha que fizer. Tenha um “pra quê” para cada verdade que escolher acreditar.
Pergunte-se: “Para que serve acreditar nisto?” ou “Acreditar nisto me faz mais feliz ou torna minha vida mais positiva?”.
Sua verdade não precisa ser a verdade dos outros e ninguém é obrigado a aceitá-la. Mas não precisa aceitar a verdade dos outros como se fosse sua sem antes questionar-se, porque isto é uma forma de negar o maior e menos usado dos dons da vida: O dom de inventar-se!
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